Residência Pedagógica – Filosofia (CAPES)

O Programa de Residência Pedagógica foi uma ação da Política Nacional de Formação de Professores (PNFP) do MEC, voltada para o aperfeiçoamento da formação prática dos alunos de licenciatura que já estão na segunda metade do curso. Ele foi implementado ao longo dos anos de 2022 e 2023 no Departamento de Filosofia da UFRJ e foi coordenado pela Profa. Dra. Nastassja Pugliese, com o apoio da Cátedra UNESCO para História das Mulheres na Filosofia, Ciências e Cultura. O projeto contou com 3 escolas e três professores preceptores. Os professores de Filosofia das escolas foram responsáveis por receber os residentes e propor atividades nas escolas. Nossa equipe foi composta pela Profa. Marcela Tavares do IFRJ – Caxias, pelo Prof. Nelson de Aguiar do CAP-UFRJ, e o prof. Fellipe Oliveira do CEFET-Maracanã.

O Núcleo de Filosofia do Projeto de Residência Pedagógica da UFRJ foi realizado tendo dois princípios norteadores de suas atividades: (1) a ampliação do cânone da história da filosofia de modo a incluir, nas discussões em sala de aula e no currículo tanto da escola como da universidade, as obras e contribuições das mulheres filósofas e de outras tradições filosóficas não-canônicas, (2) a apresentação da filosofia como um conjunto
de questões desenvolvidas e enfrentadas a partir do pensamento e do raciocínio lógico, criando oportunidades dos alunos vivenciarem a filosofia como uma disciplina crítica, viva, estimulante e cuja especificidade disciplinar inclui o pensamento crítico.

Estes princípios estão em consonância com os objetivos para o desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 da UNESCO: valorização da igualdade de gênero no ensino, a não-discriminação de tradições não-canônicas e a inclusão de vozes filosóficas marginalizadas. Os princípios pedagógicos que orientaram as ações do Núcleo de Filosofia também estão alinhados com as competências gerais da educação básica descritas pelo instrumento normativo da BNCC: (1) o estímulo às competências como o raciocínio lógico e a análise crítica e (2) o ensino-aprendizagem da filosofia como disciplina historicamente situada capaz de promover o respeito ao outro e os direitos humanos.

Estes princípios podem ser objetivamente traduzidos em competências a serem desenvolvidas como (1) a compreensão de que os conhecimentos são historicamente construídos, (2) que a filosofia exige o exercício da curiosidade intelectual, da investigação, a reflexão, a análise crítica, a argumentação, que (3) a filosofia é um espaço para a promoção da igualdade de gênero e a inclusão, e (4) que a filosofia é fundamental para o desenvolvimento da capacidade de diálogo, da valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais bem como de seus saberes, identidades e culturas.

Assim, ao longo da vigência do projeto, realizamos ações alinhadas com estas propostas pedagógicas e consideramos que conseguimos realizar alguma atualização curricular nas escolas e nas licenciaturas e fortalecer, na escola, o espaço da filosofia como unidade disciplinar específica.

Veja aqui o resultado da atividade!

 Declaração Universal dos Direitos Humanos

Adotada e proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (resolução 217 A III) em 10 de dezembro de 1948.

Artigo 27 – Direito à ciência

1. Todos os seres humanos têm o direito de participar livremente na vida cultural da comunidade, de fruir das artes e de participar do processo científico e de seus benefícios.

2. Todos os seres humanos têm direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor.

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